O Projeto Banda Independente entrevistou a galera do PEDRO BIZZELI E OS SKYWALKERS
PBI: Onde rolou o melhor show de vocês?
O show no Hoppy Hari em 2006 quando abrimos para o Pato Fu. A gente contratou um duo de metais e percussionistas para reproduzirmos os arranjos do disco "Zenmakumba†e os resultados foram incrÃveis. O show do Aniversário da Baratos Afins no Sesc Pompéia em 2004 também foi bacana. Também gosto muito dos primeiros shows, no estúdio Gazoo (os ensaios "ao vivoâ€) e uns dois shows que aconteceram no bar do Aranha, aqui na Vila Formosa, quando a gente participava de um movimento cultural chamado Tropitralha, junto com outras bandas da Zona Leste de São Paulo. Era divertido pra cacete. Recentemente participamos da semana da Canção em São Luiz do Paraitinga, e fizemos uma microapresentação de três músicas concorrendo para o Festival, foi divertida e inusitada nossa classificação entre 12 nomes da "nova MPB" e tocando no coreto da cidade, numa puta infra-estrutura e abrindo para o Lenine.
PBI: Como surgiu o nome da banda?
O nome surgiu de uma sacada do Alberto, que tinha uma explicação sofisticada para o nome, baseado nuns elementos Hare Krishnas. Mas eu não me lembro mais dessa explicação, (RISOS). A referência mais óbvia, lógico, é a série Star Wars mesmo, da qual particularmente gosto bastante. E o George Lucas tem deixado a gente usar o nome, pelo menos por enquanto não reclamou de nada.
PBI: Qual a visão de vocês no atual cenário independente musical no Brasil?
Parabéns a todos que organizam festivais pelo Brasil, pela energia e paciência dispensadas. Acho que o momento tá bacana. Os Festivais cresceram bastante e as bandas têm estabelecido linhas de contatos pelo mundo, via Myspace e se agilizado para tocar dentro e fora do paÃs. Por exemplo, os Haxixins, que são quase nossos vizinhos, e o Ôxe, banda paralela do nosso baixista, que tocaram recentemente na Europa e EUA respectivamente.
PBI: Quais são as influências da banda?
No começo a gente soou mesmo como uma banda de coletâneas gringas, tipo Nuggets ou Peebles. Bandas como Music Machine, Love, Strawberry Alarm Clock, Seeds, C.A, Quintet, influenciaram bastante. Na época (anos 90) só tinha a gente, praticamente, imitando esses sons no Brasil. Depois a gente procurou a fazer uma coisa com mais identidade própria e atirando pra todo lado, cada música tem uma "cara". Então a gente gosta de rock de garagem, psicodelia dos 60´s, tropicalismo, rock dos anos 90, até umas coisas de progressivo, folclore, macumba.
PBI: Falem um pouco sobre o cd e musica de trabalho.
Na verdade nosso último CD oficial foi gravado em 2005, O Zenmakumba, que mistura umas faixas super produzidas, com arranjo de metais e tudo, com outras de rock mais garageiro. Foi um trabalho muito bacana, um disco meio conceitual com 17 canções, muitas participações e boa acolhida perante a crÃtica especializada. Agora a gente tá em estúdio gravando canções novas que vamos mostrando como singles, até juntar tudo num CD até o fim do ano ou mais tarde.
PBI: Mande um recado para quem está começando uma banda independente.
Divirta-se!
|